segunda-feira, 25 de junho de 2012

Emoções Organizacionais


O controle das emoções no trabalho traz muitos benefícios para o ambiente organizacional, o principal deles é melhorar a qualidade de vida no trabalho; que aliada ao fator motivacional influencia diretamente nos resultados de cada um.

Claro que, uma ideia como esta parece muito fácil de ser aplicada quando está no papel. De fato, quando posta numa situação real, com emoções latentes, mostra o grau de dificuldade existente para que isso seja absorvido plenamente pela cultura organizacional.
Em nosso dia-adia, seja qual for a área profissional em que atuamos, somos colocados diante de situações que vão contra nossos ideais, ou que em nossa opinião deveriam ser executadas de outra maneira. E ai vem a pergunta: como agir?

Muito bem explicada no Livro “A vida como ela é para cada um de nós” a “atenção amorosa” é uma arma poderosa neste tipo de dilema. Este princípio não quer nos dizer que necessariamente devemos tratar com amor as relações do cotidiano empresarial, mas sim focar de forma mais madura e ponderada o assunto, com calma sem se deixar levar por sentimentos agressivos. Dizer para si mesmo “eu me sinto”, psicologicamente ajuda a assumir o compromisso de aceitar sua plena humanidade e como tal estar propício a erros, assumi-los impede que a culpa seja responsável pelo desconforto emocional que vem a barrar seu potencial criativo.
Geralmente os colaboradores se condicionam a impor seus pontos de vista, esquecendo-se da obrigação de também ouvir, assim fica mais difícil de convencer os outros das melhores formas de se chegar ao resultado desejado. Infelizmente o foco maior de uma discussão é mais no problema que na solução de fato.

Ser diferente no trabalho, produzir o mais que o esperado, destacar-se. Isso por si só já põe o colaborador em extrema pressão, aliar isso a conflitos internos além de gerar queda de produtividade pode aumentar potencialmente a rivalidade interna, o que desmotiva e baixa muito a qualidade de vida no trabalho.

A inteligência emocional é uma característica de profissionais que além de entenderem seu real papel organizacional estão em harmonia com seus próprios conflitos; pois problemas existem e são responsáveis pelos desafios que devem ser enfrentados e sem eles não existiriam as conquistas.

Vale ressaltar que a inteligência emocional não salva um ambiente organizacional se o gestor não a possuir. Quando alguém assume a posição de levantar uma discussão construtiva, afim de que se possam resolver problemas chamados de “bombas-relógio”, essa pessoa deve sentir que no mínimo seu superior na hierarquia está disposto a ouvi-lo. Bons profissionais devem ser estimulados do contrário não se manterão na empresa.

Em suma, controlar emoções no trabalho como já foi mencionado não é fácil, porém podemos citar mais uma palavra defendida por “A vida como ela é para cada um de nós”, ACOLHER. Acolhendo uma situação, sentimentos e até conflitos, impede-se que estes sejam guardados, livrando do desconforto. Não dá para pegar tudo que desagrada e jogar num porão, com o tempo ele fica lotado e o seu dono torna-se a próxima “bomba-relógio”. Acolher é aceitar, com isso controlar e analisar as possibilidades com a devida “atenção amorosa” e isso tudo é administrar de forma saudável as emoções no ambiente organizacional.
Mudar pequenos hábitos não custa nada se for levado em consideração que a maior parde do dia é passada no trabalho e não vale a pena viver todo este tempo infeliz.

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