quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ódio X Raiva

Todo mundo ja teve a oportunidade de sentir o sangue fervendo e a vontade da fazer algo que certamente iria se arrepender depois, ou não...
Todos ja sentiram que machucar alguém lhes traria um prazer inigualável, ao menos por alguns minutos. Esta é a sensação da raiva, essa vontade incontrolável de usar da força para ferir outra pessoa. Vontade de gritar, vontade de correr, sentimento que cega qualquer propriedade de raciocínio.

Maldade ou Humanidade?

Sentir raiva é uma característica extremamente humana, é a sua resposta á algum fato que lhe afeta diretamente, seja pelo motivo que for. É a raiva que nos faz por pra fora o que nos maltrata e nos faz sentir diminuidos. Mas ela passa. Quando a respiração volta ao normal e os pensamentos se reorganizam, tudo passa a ter mais clareza, e diga-se de passagem que quem não a sente deve ser levado para estudos.

Quando tendemos a reprimir esta raiva ela evolui para algo pior e mais nocivo, o Ódio.
Odiar nunca é bom, e na maioria das vezes o odiado é o menos afetado da história.
Os fatos criadores do ódio são acontecimentos onde o que dveria ter sido dito ficou pra tras, e cada parte resolveu crer no seu lado da moeda. É quando sofremos perdas, enganos, traumas , tudo envolvendo a ação de um outro indivíduo.
E no fim das contas, quem mais sai perdendo?
O ódio não tem lado bom como a raiva, e não tem duração determinada pelo momento, ele cresce mais e mais com o tempo, pesa no coração e muda totalmente a personalidade. É como se fosse um vírus, que vai amargurndo a alma a ponto de o próprio odiador em seus lápsos de lucidez não ser mais capaz de se reconhecer.
Odiar nada mais é do que colocar alguém ou algum fato no topo das prioridades, decidando toda a sua "atenção amorosa" a reviver inúmeras vezes o mesmo fato, numa dor sem fim.

CURA???

Sim existe, só que na maioria dos casos, ela é interpretada como:  sinônimo de fraqueza.
Esquecer o fato causador do ódio pra muitos é o mesmo que aceitar e concordar com os erros cometidos, desvalorizar as perdas e deixar de lutar por algum tipo de justiça.
NA VERDADE...
Trata-se certamente do contrário.
Livrar-se deste câncer é uma escolha por si mesmo, afinal algo que causou um mal tão grande não merece receber tanta prioridade.
Apesar de ser difícil de se livrar de algo que ja está quase que inserido no DNA do portador, esse gradativo livrar-se do ontem e acolher o hoje só faz  com que a vida renove.
Afinal, o que vale mais, viver uma vida plenamente ou sobre-viver esperando a chegada da morte?

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